Sentir-se bem...



Há alguns dias atrás, andando pelo Centro à noite, mais exatamente em frente ao Palácio das Artes, avistei, ainda de longe, um "Hare Krishna", aqueles caras vestidos com uma roupa cor de salmão clarinho, cabelinho raspado, com aquele jeitinho que exala paz. Ele tentava em vão falar algo com as pessoas, mas todas passavam com pressa, umas nem olhavam para ele, outras desviavam. Pensei comigo: "Ai, ai, ai... Ele vai me pegar de conversa...". Mas não tive coragem de desviar dele e.... pronto. Ele me parou. Pensei: "Não vou inventar uma desculpa esfarrapada de que estou com pressa ou algo assim. Já que parei, vou ouvir o que ele tem a dizer". Ele, muito simpático, me apresentou um livrinho que eles estavam vendendo, mas ele não estipulou preço, disse que pedia somente uma contribuição espontânea. O livrinho tinha o título "Vida Simples - Pensamento Elevado". Olha só, que coincidência! Há uns dias atrás, tinha um rapazinho sentado ao meu lado no ônibus, quando eu voltava da faculdade, e ele estava lendo justamente este livro! Pude ler o nome do livro quando ele o fechou. Fiquei curiosa pra saber sobre o livro, pois me chamou a atenção. E aí me aparece esse Hare Krishna e me oferece o tal livrinho! Bom, comprei o livro com o único trocadinho que eu tinha na hora, mas ele ficou todo satisfeito, dizendo que já dava pra pagar a impressão... Saí feliz da vida e ainda com o convite dele para participar de uma festa que aconteceria no final de semana, com danças, música, várias coisas legais e um jantar também, tudo 0800!
Já comecei a ler o livro e já gostei do que li. Numa outra oportunidade, postarei aqui sobre ele.
Tá vendo? Uma simples atitude me trouxe uma alegria imensa, ajudou o tal carinha e ainda me deu a oportunidade de falar sobre isso aqui... Senti-me bem. E nem precisei me tornar uma Hare Krishna para isso!
Acho que falta no ser humano um pouco mais de doação. Doação do seu tempo, de atenção para com o outro, de solidariedade. Quantas pessoas pararam naquela noite para, pelo menos, ouvir o que ele tinha a dizer?

Cela Forte

Sou bolsista de pesquisa pela Faculdade de Educação da UEMG e desenvolvo, juntamente com minha professora orientadora, um projeto que visa a reinserção social de presidiárias da penitenciária feminina de Belo Horizonte. Tenho feito várias leituras a respeito de tudo que é ligado a presídios femininos, numa tentativa de tentar compreender como é o mundo das mulheres dentro do cárcere. No dia 18 este mês, no programa Hoje em Dia (acho que é isso mesmo) da rede Record (acho que é isso também), aquele que tem a Cris Flores, o Edu Guedes e a Ana Hickman (se escreve assim??)... pois é. Nele passou uma reportagem muito interessante sobre a vida de mulheres internas de uma penitenciária de São Paulo. O ator Alexandre Frota entrevistou várias detentas e pude ouvir depoimentos emocionados de muitas mulheres que entraram para o crime por vários motivos, desde uma simples participação em algum assalto até roubos a mão armada, assassinatos e tráfico de drogas. Muitas delas dizem ter se arrependido e que não querem mais saber desse tipo de vida, que sentem muita saudade da família (muitas delas foram abandonadas pelo marido e pela família após terem sido presas) e que querem viver honestamente quando saírem de lá.
Mas, e aí? Como essas mulheres serão recebidas pela sociedade após saírem para a liberdade? Você empregaria uma ex-presidiária? Você colocaria uma ex-assaltante para trabalhar dentro de sua própria casa como doméstica? Colocaria uma ex-seqüestradora para ser babá de seu filho? Ou você se sentiria à vontade ao saber que trabalha ao lado de uma mulher que foi presa por homicídio ou tráfico de drogas e que agora está em liberdade e bem perto de você? ...
Bom, as presidiárias precisam ser preparadas para o retorno à sociedade, mas a sociedade também precisa ser preparada para recebê-las. As penitenciárias hoje possuem uma escola que funciona lá dentro mesmo, e li em algum lugar (que não me lembro agora) que as presas que freqüentam essas escolas têm a pena reduzida. Existem também oficinas de artesanato para que elas recebam pagamento (elas não recebem o dinheiro em si, mas com o bônus a que têm direito elas podem pedir para que comprem produtos de higiene, cosméticos e outras coisas permitidas). O valor também pode ser depositado na conta de alguém da família, que compra os produtos e os leva nos dias de visita, já que nos presídios "não pode" entrar dinheiro.
O universo dessas mulheres pode ser melhor compreendido através de duas leituras que eu recomendo: "Cela Forte Mulher", do Antônio Carlos Prado e "Prisioneiras - vida e violência atrás das grades", de Bárbara Musumeci Soares e Iara Ilgenfritz. O primeiro livro é especialmente envolvente, com relato da rotina de várias detentas e da relação de amizade que elas cultivaram com o autor, que fez um trabalho voluntário no sistema penitenciário feminino de São Paulo por um período de sete anos, trabalho muito bonito e gratificante, segundo seus relatos. O segundo livro traz depoimentos de detentas e um excelente trabalho estatístico com dados preocupantes sobre o envolvimento das mulheres hoje com o crime.

No mais, é isso. Vale a pena pensar a respeito, pois estamos todos envolvidos nesse processo de reinserção social de tantas mulheres que um dia voltarão a conviver conosco. E ficam lançadas as perguntas: o que podemos fazer para que essa reinserção aconteça da melhor forma possível? Qual a nossa contribuição? Cadeia é lugar de regeneração (como deveria ser) ou é lugar de sofrimento, dor, revolta, maus tratos, violência? O que fazer a respeito? Qual a sua contribuição?

Maneiras de dar a mesma notícia...


Não sou muito de ficar reproduzindo coisas pelo Blog, mas recebi um e-mail que realmente me divertiu muito! Na íntegra:



MANEIRAS DE DAR A MESMA NOTICIA - A CONVENIÊNCIA DA MÍDIA NO RELATO DOS FATOS !!!


- História de Chapeuzinho Vermelho -

JORNAL NACIONAL - (William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...'.
(Fátima Bernardes): '... mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia'.

PROGRAMA DA HEBE - (Hebe Camargo): '... que gracinha gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?'

BRASIL URGENTE - (Datena): '... onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? ! A menina ia para a casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não.'

REVISTA VEJA - Lula sabia das intenções do lobo.

REVISTA CLÁUDIA - Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.
REVISTA NOVA - Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.

FOLHA DE S. PAULO - Legenda da foto: 'Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador'. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

O ESTADO DE S. PAULO - Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

O GLOBO - Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra salvar menor de idade carente.

ZERO HORA - Avó de Chapeuzinho nasceu no RS.

AGORA - Sangue e tragédia na casa da vovó.

REVISTA CARAS (Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte) - Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: 'Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa'.

PLAYBOY (Ensaio fotográfico no mês seguinte) - Veja o que só o lobo viu.

ISTO É - Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.

G MAGAZINE (Ensaio fotográfico com lenhador) - Lenhador mostra o machado.

SUPER INTERESSANTE - Lobo mau: Mito ou verdade?

DISCOVERY CHANNEL - Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.

Tour/"Horário Eleitoral Gratuito"

Resolvi fazer um 'tour" em alguns blogs e achei muita coisa legal. A internet tem tanta porcaria que eu, sinceramente, não esperava achar tanta coisa boa como achei. Até acrescentei alguns na minha lista de "blogs que recomendo". Fiquei satisfeita e até feliz em saber que existe ainda muita coisa de qualidade na grande rede. Fiquei até empolgada em escrever um pouquinho...

Bom, não gosto de política, mas quero falar um pouquinho do divertido "horário eleitoral gratuito". Divertido sim! Não é possível que ninguém, além de mim, ache graça ao assistir esses candidatos (ao ridículo) lendo textos mecanicamente, fazendo caras e bocas, inventando rimas, enriquecendo seus nomes com "Doutor", "Pastor", "Professor", "Cabo", "Sargento", como se esses títulos dessem realmente mais credibilidade a eles... E os apelidos que eles têm a coragem de divulgar? "Fábio Zói ", "Vovô do Rock", "Pica Pau da Rádio", "João Rasgado", "Cachorrão", "Lélio Palanque", "Preto da Serralheria", "Tererê", "Osvaldo Bilisquete", "Tio Panga", "Zezão Tabajara", "Gleida Filha do Renatão", "Fernandinho do SAMU", "Gargantinha de Ouro", "Edmundo de Castro Pobretão" etc. É demais pra mim! E o pior de tudo: TEM GENTE QUE AINDA VOTA NESSES CARAS!!! Gente, gente... O Brasil está como está por causa desse tipo de coisa. O brasileiro não pensa pra votar, é enganado facilmente por esse bando de "sei lá o quê" (não sei nem como classificar...)... As propagandas que estão passando aí na TV sobre "4 anos é muito tempo" começaram muito legais e inteligentes, mas agora ficou meio besta. Acho que é justamente pra mostrar que por causa de uma besteira o Brasil pode ficar ferrado por loooongos 4 anos... Não só o Brasil, mas particularmente seu Estado, sua cidade, seu bairro. Nós temos o direito de decidir quem serão os nossos próximos políticos, então façamos valer esse direito. Vamos votar com consciência e não desperdiçarmos nosso voto.


A coisa é séria! E a coisa tá feia...

Sete medidas testadas e aprovadas (será???)

A revista Veja publicou, em sua edição de 18 de junho deste ano, uma matéria sobre a educação brasileira, porém sob o olhar de uma pesquisadora chamada Mona Mourshed, egípcia, doutora em desenvolvimento econômico pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e estudiosa das reformas educacionais em dezenas de países. Falar de educação no Brasil é um assunto complicado. Porém uma egípcia, doutora em DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, vir falar da educação brasileira sem saber realmente do que está falando é mais complicado ainda. Essa tal doutora fez lá suas pesquisas e chegou a algumas conclusões, um tanto quanto contestáveis. Por exemplo, um trecho da matéria que diz respeito à formação dos professores: "Poucos fatores influenciam tanto a qualidade do ensino em um país quanto o nível de seus professores – daí a relevância de recrutar os mais talentosos. Foi com esse objetivo que países como Coréia do Sul e Finlândia criaram seleções tão rigorosas quanto as de uma grande empresa. A triagem começa na escola. Só podem concorrer a uma vaga nas faculdades de educação aqueles 10% com o melhor boletim, dado especialmente espantoso diante da realidade de países como o Brasil: os professores brasileiros compõem justamente a turma dos 30% com as piores notas". De onde ela tirou esses "30%"? Eu faço o curso de pedagogia e não me encontro nessa turma com as piores notas, e tenho muitos colegas de sala extremamente inteligentes, com o pensamento crítico aguçado e realmente interessados com a educação. Volto a perguntar: de onde ela tirou esses "30%"???
Outra coisa que me incomodou demais foi a posição da revista Veja em um outro trecho. Uma revista brasileira, que deveria ser mais sensata em suas colocações, e não simplesmente bater palmas para uma pesquisa feita (por alto) por uma pessoa de fora. Eis o trecho: "São justamente os países de mau ensino, como o Brasil, que mais precisam dos currículos, e eles devem ser prescritivos. Só é recomendado que se tornem mais flexíveis quando o país já tiver enraizado a cultura do bom ensino, o que não é o caso do Brasil". A tal doutora sugere que algumas medidas "testadas e aprovadas" em alguns países sejam aplicadas aqui no Brasil, só que ela não levou em consideração que o Brasil não é como a Finlândia, Cingapura ou a Coréia do Sul. O Brasil não é um país, mas sim vários países dentro de um só. A educação no Brasil tem toda uma história, que vem desde a colonização, e tem toda uma cultura a ser analisada. Não dá pra pegar um currículo pronto e fazer descer goela abaixo. Não é assim que as coisas funcionam.
Ela sugere ainda que os diretores das escolas façam um MBA: "Enquanto em nações que aparecem na rabeira dos rankings, como o Brasil, os diretores ainda tomam decisões com base na intuição, naquelas que estão no topo eles só podem ocupar o cargo depois de passar por uma espécie de MBA. (...) É assim em Cingapura, país que levou às últimas conseqüências o treinamento de diretores na iniciativa privada. Ninguém lá é empossado sem antes se internar numa multinacional, entre as quais HP e IBM, e provar, por meio de avaliações, ter aprendido a traçar metas, cobrar resultados e estimular uma equipe". Vamos imaginar a situação: profissionais da rede pública que trabalham arduamente para ganhar um salário que não condiz com a realidade e, muitas vezes, sem boas condições de trabalho, fazendo uma espécie de MBA para lidarem com professores desmotivados pelos péssimos salários e falta de incentivo do governo, e seus alunos, onde a maioria é da periferia e estão lá para ganhar a Bolsa Escola ou fazer uma refeição melhor no dia, que é a merenda escolar. Infelizmente a nossa realidade é essa.
Eu concordo que a educação brasileira está longe de ser um exemplo a ser seguido, que precisa melhorar, que precisa ser reformulada, mas o que essa doutora fez foi no mínimo desrespeitoso ao falar de forma tão negativa da nossa educação. E a revista Veja apoiou e assinou embaixo dessas coisas todas que uma estrangeira disse de forma tão pejorativa em relação ao nosso país. Para se fazer uma pesquisa realmente verdadeira sobre a educação brasileira é preciso viver a realidade das nossas escolas, dos nossos alunos, dos nossos professores, do nosso governo, da sociedade de modo geral. E isso não é assim tão fácil.
Infelizmente, muitos brasileiros apaludem quando o Brasil é diminuído lá fora, achando que o modelo pra tudo deve ser tirado de países desenvolvidos, que o Brasil não é capaz de resolver suas próprias questões e está sempre no caminho errado. Isso é realmente "uma vergonha".

Confira a matéria na íntegra: http://veja.abril.com.br/180608/p_128.shtml

Pra quem conhece o Nightwish...


Nightwish com a Tarja


Que o Nightwish dispensou a Tarja, isso muita gente já sabe, mas muitos fãs se tornaram parciais, ou para o lado da banda ou para o lado da vocalista em sua carreira solo. Vale lembrar que só os componentes da banda e a Tarja sabem realmente o que aconteceu e porquê aconteceu. Já li vários comentários de pessoas que defendem com unhas e dentes o Nightwish em sua decisão. Já percebi também um grande número de pessoas que estão "do lado" da Tarja. Eu penso que tudo isso é uma grande besteira. Pra quê tomar partido de uma coisa que não temos o mínimo grau de propriedade para falar? Quem sabe o que cada um viveu e quais foram os reais motivos para esse desfecho são eles mesmos!
Bom, a Tarja Turunen tocou sua vida mesmo sem o Nightwish. Lançou em 2007 um CD solo (My Winter Storm) que eu, particularmente, fiquei admirada pela qualidade musical do álbum. Tarja não ficou presa ao metal. Soou bonito, umas vezes leve e até místico, outras vezes mais pesado. Gostei muito. E acho que o público também recebeu muito bem esse trabalho.


Tarja Turunen em seu novo trabalho "My Winter Storm"


Já o Nightwish continuou seu trabalho com uma nova vocalista: Anette Olson. A crítica foi pesada, pois Anette não canta espetacularmente bem como a Tarja, nem tem o mesmo estilo lírico. Ela canta bem, mas cá entre nós, ficou uma coisa meio fora do estilo Nightwish, que é marcado pelo grande talento vocal de Tarja, que sendo um vocal lírico e poderoso, diferenciava o Nightwish das demais bandas do mesmo estilo. O novo CD da banda, lançado também em 2007 (Dark Passion Play), já com Anette no vocal, ficou muito bom, o instrumental continuou marcando presença! As músicas feitas para Anette cantar ficaram muito boas na voz dela, porém as músicas antigas da banda perderam toda a sua emoção sem a voz da Tarja, o que podemos comprovar no youtube: http://br.youtube.com/watch?v=czoH-uyBzMM
Bom, é a minha opinião, mas afinal o quê eu tenho a ver com isso??? Porém, eu tenho certeza que a Anette tem dado o seu melhor.

Anette Olson


Mas então eu desejo sorte à Tarja, sorte ao Nightwish e especialmente sorte à Anette, pois a crítica tem sido cruel com ela. Toda mudança traz um certo transtorno. Devemos, contudo, respeitar o trabalho de todos eles, juntos ou não, com seus motivos ou não, justos ou não.
É isso!

TPM

No fim de semana que passou eu tive uma crise tão forte de TPM como eu nunca tinha tido na vida! Foi uma coisa tão anormal, tão assustadora (tive quase depressão profunda de uma hora pra outra), que resolvi falar um pouquinho a respeito aqui no blog. Fiquei meio traumatizada com essa coisa...

Bom, encontrei uma reportagem bem resumida a respeito do assunto no site Minha Vida (http://minhavida.uol.com.br/site/). Espero que seja útil pras mulheres que visitam meu blog e para os homens também, para que eles entendam melhor suas mulheres, namoradas, filhas...
Cá entre nós, haja paciência, né? Mulher sofre...


TPM sem segredos

Conheça de fato quem é essa eterna companheira das mulheres


A tensão pré-menstrual (TPM) é um dos temas mais freqüentes quando o assunto é saúde e comportamento feminino. As mulheres têm as suas histórias para contar e os homens várias piadinhas a respeito além de certo receio. Para avaliar onde a medicina evoluiu no tratamento desse problema e obter respostas para essas questões, separei as perguntas mais freqüentes:


- Por que as mulheres sofrem com a TPM? Quanto tempo os sintomas perduram? Quais hormônios são esses?

Em geral, a TPM acontece antes da menstruação e está relacionada à queda abrupta dos níveis hormonais, que serão responsáveis pela menstruação. Parece haver uma íntima relação entre os hormônios sexuais femininos, as endorfinas (substâncias naturais ligadas a sensação de prazer) e os neurotransmissores, como a serotonina, que explicam o sintomas e sua severidade em aproximadamente 8% das mulheres.


- A mulher com TPM sofre também de cólicas menstruais? Existe relação entre esses dois problemas?

Não necessariamente. As cólicas podem estar relacionadas a outros problemas, como endometriose, por exemplo, mas não representam sintomas típicos de TPM.


- Quais são os sintomas comportamentais e físicos mais comuns relacionados com a TPM?

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa. Os mais comuns são a irritabilidade, alteração de humor, depressão, ansiedade, dores nas mamas, aumento do apetite (principalmente relacionado ao consumo de doces), dores de cabeça, inchaço no corpo. Outros como distúrbios do sono, cansaço, dificuldade de concentração, dores musculares e ganho de peso, podem estar presentes.


- Tem alguma explicação científica para esse impulso de ingerir doces durante a TPM?

Esta compulsão está ligada à uma alteração dos neurotransmissores cerebrais, principalmente a serotonina, o que gera uma alteração no centro de controle do apetite, causando este sintoma.


- Existe como evitar ou diminuir essas mudanças bruscas no humor feminino? Como?

O ideal é manter uma vida equilibrada e realizar exercícios físicos aeróbicos regulares. Sabe-se que a prática dos exercícios, além de aliviar o estresse, mantém os níveis hormonais mais estáveis, evitando as alterações bruscas de humor.


- Quais os avanços mais recentes da medicina para o tratamento da TPM?

Atualmente a utilização de métodos hormonais que bloqueiam a menstruação, como o Sistema intra-uterino medicado com progesterona (Mirena ®) e o uso de novas pílulas contraceptivas de última geração que apresentam hormônio com efeito diurético (Yaz ®), tem sido consideradas as novas armas no combate à esta afecção.


Dra. Rosa Maria Neme Centro de Endometriose São Paulo Av. República do Líbano, 460 Ibirapuera / São Paulo - SP Tel. (11) 3884 5792


Para saber mais, acesse: www.endometriosesp.com.br

A Terceira Visão


Naquele dia, logo depois do pôr-do-sol, o garoto de oito anos foi levado a um aposento iluminado apenas por lamparinas. Um lama segurou sua cabeça com força. Sem qualquer anestesia, o instrumento pontiagudo foi sendo lentamente introduzido na testa, abrindo um orifício. Ali foi inserida uma palheta, que permaneceu no osso frontal por dezessete dias. A cirurgia teria estimulado a glândula epífise, ou pineal, que aumentou seus poderes de clarividência.
Impressionado? Você não está sozinho. Outras 132 mil pessoas, só no Brasil, não se esquecem desta passagem do sétimo capítulo do livro A Terceira Visão (The Third Eye), escrito por Lobsang Rampa em 1955. O livro, publicado pela primeira vez pela editora britânica Secker & Paula Calloni de SouzaWarburg, foi um best-seller, com 80 mil livros vendidos em seis edições na Inglaterra, e 100 mil na Alemanha, além de edições com vendagens similares em toda a Europa e América do Norte.
Com todos os ingredientes de uma empolgante autobiografia, A Terceira Visão conta a vida de Tuesday Lobsang Rampa e sua formação como monge budista, até se tornar um lama e abade especialista em medicina cirúrgica. Aos sete anos, filho de um membro dos altos postos do governo tibetano, o pequeno Lobsang tem seu destino decidido por uma comissão de sacerdotes-astrólogos, que solenemente profetizam seu futuro durante uma grande festa realizada em sua casa em Lhasa, no Tibete. O menino deveria ser encaminhado ao mosteiro de Chakpori e passar por um severo preparo ético, teórico, religioso e aguçado através de provas de resistência física e mental. Ele deveria estar apto não apenas para exercer seu papel de médico, mas também para enfrentar um destino marcado por dificuldades, privações e sofrimento no Ocidente. Tendo como mestre o lama Mingyar Dondup, por quem nutre respeito e carinho quase filiais, Lobsang passa por inúmeras provações e conta tudo com detalhismo impressionante. Sua convivência com o décimo terceiro Dalai-Lama, suas experiências de quase morte, viagens astrais, clarividência; as expedições ao Planalto de Chang Tang a fim de conhecer e colher ervas medicinais; sua visita à "cidade morta" de uma civilização perdida, suas elucubrações quanto às diferenças culturais, sua fiel descrição de um ambiente carregado de mistério, inatingível à maioria das pessoas comuns, tudo isso faz da obra o tipo de livro que não se consegue mais parar de ler. A narrativa também é permeada por mensagens contra o preconceito: "É uma pena que tenhamos essa tendência para julgar outros povos segundo nossos próprios padrões". E de consolo: "A morte não existe. É um nascimento. Simplesmente o ato de nascer num outro plano de existência".

Li este livro há uns anos atrás, mas não consigo me esquecer do bem que ele me fez. Me afeiçoei ao autor e me senti solidária a ele nos seus momentos de sofrimento, de provações, mas também me alegrei com ele em seus momentos de vitória, de alegria. É um livro que jamais irei esquecer. Pretendo lê-lo novamente assim que tiver um tempinho, pois sinto a alma mais leve só de me lembrar das maravilhosas experiências espirituais de Lobsang.
Altamente recomendado!
Lobsang Rampa é autor de outros tantos livros que falam sobre sua experiência de vida. Mas "A Terceira Visão" é para mim o mais marcante de todos os seus livros.

Referências: http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=2023

The Cranberries e eu...

Quero falar um pouquinho de uma banda muito querida por mim: "The Cranberries" (cranberry é uma frutinha silvestre típica da Irlanda - a propósito, a banda é irlandesa, de onde saíram grandes nomes da música, como U2, Enya, Sinèad O'Connor, The Corrs, ...).
Conheci The Cranberries há mais ou menos uns 13 anos atrás. Foi amor à primeira vista, aliás, à primeira "ouvida"... A banda iniciou sua carreira em 1990. A vocalista, guitarrista e tecladista dos Cranberries, Dolores O'Riordan, tem uma voz única (quando digo única, é unica MESMO) e canta com muita expressão. Ela é responsável pela composição da maior parte das músicas da banda. Quem não se lembra de ter ouvido em meados dos anos 90 a inesquecível "Linger" ou a agressiva "Zombie"? Além de Dolores, a formação conta com os irmãos Noel e Mike Hogan, guitarrista e baixista, respectivamente, e com Fergal Lawler, baterista, que são excelentes.
Pois é. Eles são talentosos. Porém, após tantos anos de sucesso no mundo todo, a banda encerra suas atividades em 2003, infelizmente. Mas a notícia é boa: Dolores lança um disco solo em 2007, intitulado "Are You Listening?". Não comprei o disco ainda, mas baixei algumas das músicas do álbum e fiquei muito feliz com o resultado deste trabalho. Dolores canta como nunca e as músicas são muito bem trabalhadas.
Muitas das músicas dos Cranberries fizeram parte de muitos momentos marcantes da minha vida. Este e outros motivos, juntamente com a enorme competência e grande harmonia da banda, é que me fizeram ter esse carinho todo especial por eles!

Antes tarde do que nunca...


Cheguei. Não sei muito bem do que vou falar, só sei que vou falar. E espero que gostem.
Falar do quê? Sei lá. De um monte de coisas. Coisas que me interessam e que acho que podem interessar a outros também. Talvez a muitos, talvez a poucos. Veremos como será! A princípio, acho que vou falar muito de música por aqui.
É só!
Aguardem...