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Coisas simples que fazem a diferença
Não que o meu fim de semana não tenha sido bom (na verdade, começou péssimo, mas melhorou muito depois...), mas mesmo assim me deu vontade de postar sobre algumas coisinhas e atitudes simples que fazem a diferença quando se está sem muita opção do que fazer para matar o tempo ou tornar seu dia ou fim de semana mais agradável. Ficar vendo o programa do Gugu ou Faustão a tarde toda é que não dá!
estipulou preço, disse que pedia somente uma contribuição espontânea. O livrinho tinha o título "Vida Simples - Pensamento Elevado". Olha só, que coincidência! Há uns dias atrás, tinha um rapazinho sentado ao meu lado no ônibus, quando eu voltava da faculdade, e ele estava lendo justamente este livro! Pude ler o nome do livro quando ele o fechou. Fiquei curiosa pra saber sobre o livro, pois me chamou a atenção. E aí me aparece esse Hare Krishna e me oferece o tal livrinho! Bom, comprei o livro com o único trocadinho que eu tinha na hora, mas ele ficou todo satisfeito, dizendo que já dava pra pagar a impressão... Saí feliz da vida e ainda com o convite dele para participar de uma festa que aconteceria no final de semana, com danças, música, várias coisas legais e um jantar também, tudo 0800!Maneiras de dar a mesma notícia...

Tour/"Horário Eleitoral Gratuito"
Resolvi fazer um 'tour" em alguns blogs e achei muita coisa legal. A internet tem tanta porcaria que eu, sinceramente, não esperava achar tanta coisa boa como achei. Até acrescentei alguns na minha lista de "blogs que recomendo". Fiquei satisfeita e até feliz em saber que existe ainda muita coisa de qualidade na grande rede. Fiquei até empolgada em escrever um pouquinho...
Bom, não gosto de política, mas quero falar um pouquinho do divertido "horário eleitoral gratuito". Divertido sim! Não é possível que ninguém, além de mim, ache graça ao assistir esses candidatos (ao ridículo) lendo textos mecanicamente, fazendo caras e bocas, inventando rimas, enriquecendo seus nomes com "Doutor", "Pastor", "Professor", "Cabo", "Sargento", como se esses títulos dessem realmente mais credibilidade a eles... E os apelidos que eles têm a coragem de divulgar? "Fábio Zói ", "Vovô do Rock", "Pica Pau da Rádio", "João Rasgado", "Cachorrão", "Lélio Palanque", "Preto da Serralheria", "Tererê", "Osvaldo Bilisquete", "Tio Panga", "Zezão Tabajara", "Gleida Filha do Renatão", "Fernandinho do SAMU", "Gargantinha de Ouro", "Edmundo de Castro Pobretão" etc. É demais pra mim! E o pior de tudo: TEM GENTE QUE AINDA VOTA NESSES CARAS!!! Gente, gente... O Brasil está como está por causa desse tipo de coisa. O brasileiro não pensa pra votar, é enganado facilmente por esse bando de "sei lá o quê" (não sei nem como classificar...)... As propagandas que estão passando aí na TV sobre "4 anos é muito tempo" começaram muito legais e inteligentes, mas agora ficou meio besta. Acho que é justamente pra mostrar que por causa de uma besteira o Brasil pode ficar ferrado por loooongos 4 anos... Não só o Brasil, mas particularmente seu Estado, sua cidade, seu bairro. Nós temos o direito de decidir quem serão os nossos próximos políticos, então façamos valer esse direito. Vamos votar com consciência e não desperdiçarmos nosso voto.



A coisa é séria! E a coisa tá feia...
A revista Veja publicou, em sua edição de 18 de junho deste ano, uma matéria sobre a educação brasileira, porém sob o olhar de uma pesquisadora chamada Mona Mourshed, egípcia, doutora em desenvolvimento econômico pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e estudiosa das reformas educacionais em dezenas de países. Falar de educação no Brasil é um assunto complicado. Porém uma egípcia, doutora em
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, vir falar da educação brasileira sem saber realmente do que está falando é mais complicado ainda. Essa tal doutora fez lá suas pesquisas e chegou a algumas conclusões, um tanto quanto contestáveis. Por exemplo, um trecho da matéria que diz respeito à formação dos professores: "Poucos fatores influenciam tanto a qualidade do ensino em um país quanto o nível de seus professores – daí a relevância de recrutar os mais talentosos. Foi com esse objetivo que países como Coréia do Sul e Finlândia criaram seleções tão rigorosas quanto as de uma grande empresa. A triagem começa na escola. Só podem concorrer a uma vaga nas faculdades de educação aqueles 10% com o melhor boletim, dado especialmente espantoso diante da realidade de países como o Brasil: os professores brasileiros compõem justamente a turma dos 30% com as piores notas". De onde ela tirou esses "30%"? Eu faço o curso de pedagogia e não me encontro nessa turma com as piores notas, e tenho muitos colegas de sala extremamente inteligentes, com o pensamento crítico aguçado e realmente interessados com a educação. Volto a perguntar: de onde ela tirou esses "30%"???
Outra coisa que me incomodou demais foi a posição da revista Veja em um outro trecho. Uma revista brasileira, que deveria ser mais sensata em suas colocações, e não simplesmente bater palmas para uma pesquisa feita (por alto) por uma pessoa de fora. Eis o trecho: "São justamente os países de mau ensino, como o Brasil, que mais precisam dos currículos, e eles devem ser prescritivos. Só é recomendado que se tornem mais flexíveis quando o país já tiver enraizado a cultura do bom ensino, o que não é o caso do Brasil". A tal doutora sugere que algumas medidas "testadas e aprovadas" em alguns países sejam aplicadas aqui no Brasil, só que ela não levou em consideração que o Brasil não é como a Finlândia, Cingapura ou a Coréia do Sul. O Brasil não é um país, mas sim vários países dentro de um só. A educação no Brasil tem toda uma história, que vem desde a colonização, e tem toda uma cultura a ser analisada. Não dá pra pegar um currículo pronto e fazer descer goela abaixo. Não é assim que as coisas funcionam.
Ela sugere ainda que os diretores das escolas façam um MBA: "Enquanto em nações que aparecem na rabeira dos rankings, como o Brasil, os diretores ainda tomam decisões com base na intuição, naquelas que estão no topo eles só podem ocupar o cargo depois de passar por uma espécie de MBA. (...) É assim em Cingapura, país que levou às últimas conseqüências o treinamento de diretores na iniciativa privada. Ninguém lá é empossado sem antes se internar numa multinacional, entre as quais HP e IBM, e provar, por meio de avaliações, ter aprendido a traçar metas, cobrar resultados e estimular uma equipe". Vamos imaginar a situação: profissionais da rede pública que trabalham arduamente para ganhar um salário que não condiz com a realidade e, muitas vezes, sem boas condições de trabalho, fazendo uma espécie de MBA para lidarem com professores desmotivados pelos péssimos salários e falta de incentivo do governo, e seus alunos, onde a maioria é da periferia e estão lá para ganhar a Bolsa Escola ou fazer uma refeição melhor no dia, que é a merenda escolar. Infelizmente a nossa realidade é essa.
Eu concordo que a educação brasileira está longe de ser um exemplo a ser seguido, que precisa melhorar, que precisa ser reformulada, mas o que essa doutora fez foi no mínimo desrespeitoso ao falar de forma tão negativa da nossa educação. E a revista Veja apoiou e assinou embaixo dessas coisas todas que uma estrangeira disse de forma tão pejorativa em relação ao nosso país. Para se fazer uma pesquisa realmente verdadeira sobre a educação brasileira é preciso viver a realidade das nossas escolas, dos nossos alunos, dos nossos professores, do nosso governo, da sociedade de modo geral. E isso não é assim tão fácil.
Infelizmente, muitos brasileiros apaludem quando o Brasil é diminuído lá fora, achando que o modelo pra tudo deve ser tirado de países desenvolvidos, que o Brasil não é capaz de resolver suas próprias questões e está sempre no caminho errado. Isso é realmente "uma vergonha".


Tarja Turunen em seu novo trabalho "My Winter Storm"
Já o Nightwish continuou seu trabalho com uma nova vocalista: Anette Olson. A crítica foi pesada, pois Anette não canta espetacularmente bem como a Tarja, nem tem o mesmo estilo lírico. Ela canta bem, mas cá entre nós, ficou uma coisa meio fora do estilo Nightwish, que é marcado pelo grande talento vocal de Tarja, que sendo um vocal lírico e poderoso, diferenciava o Nightwish das demais bandas do mesmo estilo. O novo CD da banda, lançado também em 2007 (Dark Passion Play), já com Anette no vocal, ficou muito bom, o instrumental continuou marcando presença! As músicas feitas para Anette cantar ficaram muito boas na voz dela, porém as músicas antigas da banda perderam toda a sua emoção sem a voz da Tarja, o que podemos comprovar no youtube:
Anette Olson
Mas então eu desejo sorte à Tarja, sorte ao Nightwish e especialmente sorte à Anette, pois a crítica tem sido cruel com ela. Toda mudança traz um certo transtorno. Devemos, contudo, respeitar o trabalho de todos eles, juntos ou não, com seus motivos ou não, justos ou não.
É isso!
No fim de semana que passou eu tive uma crise tão forte de TPM como eu nunca tinha tido na vida! Foi uma coisa tão anormal, tão assustadora (tive quase depressão profunda de uma hora pra outra), que resolvi falar um pouquinho a respeito aqui no blog. Fiquei meio traumatizada com essa coisa...
tibetano, o pequeno Lobsang tem seu destino decidido por uma comissão de sacerdotes-astrólogos, que solenemente profetizam seu futuro durante uma grande festa realizada em sua casa em Lhasa, no Tibete. O menino deveria ser encaminhado ao mosteiro de Chakpori e passar por um severo preparo ético, teórico, religioso e aguçado através de provas de resistência física e mental. Ele deveria estar apto não apenas para exercer seu papel de médico, mas também para enfrentar um destino marcado por dificuldades, privações e sofrimento no Ocidente. Tendo como mestre o lama Mingyar Dondup, por quem nutre respeito e carinho quase filiais, Lobsang passa por inúmeras provações e conta tudo com detalhismo impressionante. Sua convivência com o décimo terceiro Dalai-Lama, suas experiências de quase morte, viagens astrais, clarividência; as expedições ao Planalto de Chang Tang a fim de conhecer e colher ervas medicinais; sua visita à "cidade morta" de uma civilização perdida, suas elucubrações quanto às diferenças culturais, sua fiel descrição de um ambiente carregado de mistério, inatingível à maioria das pessoas comuns, tudo isso faz da obra o tipo de livro que não se consegue mais parar de ler. A narrativa também é permeada por mensagens contra o preconceito: "É uma pena que tenhamos essa tendência para julgar outros povos segundo nossos próprios padrões". E de consolo: "A morte não existe. É um nascimento. Simplesmente o ato de nascer num outro plano de existência".